O LIXÃO VENCEU O POVO!

Por Natan Silva/Especial para o Blog

O monumental lixão a céu aberto, de Tuntum, planejado pela oligarquia que se encontra no poder, há décadas, certamente não objetiva torná-lo uma das “sete maravilhas do mundo” rebaixando uma das sete já existente. No mínimo se pode afirmar que, por incompetência ou demagogia, o lixão vem sendo alimentado com rejeitos inclusive hospitalares proporcionando um crescimento geométrico obstruindo estradas vicinais e até um cemitério [Tangerina], que a população assiste com profunda tristeza e perplexidade. Veja só! Nem os mortos jazem na eterna paz aguardando a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo no dia do arrebatamento. Pasmem!

O único sentido que se pode abstrair é a formação e manutenção de um fenomenal laboratório microbiano, a menos de 2 km da zona periférica do centro da cidade, coisa de tresloucado. Isso é um sério problema de saúde pública! É um crime ambiental que só acontece em “terra de ninguém”! O povo de Tuntum é um povo impávido; tem grandeza; não merece tal humilhação! Até o riacho que nos tempos bucólicos tinha águas límpidas própria para o banho e para alimentar os animais tornou-se um bolsão de dejetos.

O povo, combalido, tem denunciado, insistentemente, na mídia, essa atrocidade, mas as autoridades a quem de direito parece dormir eternamente em berço esplêndido.
Aqui trago o poema que motiva a obstinação:

NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Eduardo Alves da Costa

Cabe dizer que ”JACARÉ PARADO VIRA BOLSA”

É bom deixar claro que nem tudo está perdido, pois quem é o dono da “bala de prata” é o povo! As eleições se aproximam, com o seu voto, o povo mandará para o ostracismo político todos os malfeitores. É esperar para ver.