O sertanejo não “abera”

Por Natan Silva/Especial para o Blog do Emerson Araújo

A chuva chegou no início da estação, como ocorre o verão no hemisfério sul. Se intensificam com o grande volume de nimbos que se formam nessa estação e, fenomenalmente, ocorre a precipitação torrencial. Nessas chuvaradas os nossos ancestrais exclamavam:  – É ano de fartura!” O sertanejo comemora e não perde tempo no preparo da terra para o cultivo.

O sertão tuntuense é uma parte da zona rural de alta densidade demográfica: grandes povoados cuja atividade econômica dá-se a criação de gado bovino e agricultura extensiva.
Na última década o Governo Federal encaminhou para os estados maquinários e insumos agrícolas, outros se fizeram através de Emendas Parlamentares, via sindicatos ou associações, objetivando fomentar a produção e equacionar o trabalho dos produtores.

Recentemente, na contramão da viabilidade dos meios de produção, aconteceu o inusitado no povoado São Lourenço: o prefeito confiscou, em ação mequetrefe, um trator que servia aos produtores locais exatamente no momento que roçava uma propriedade do Sr. José Fernandes. Vale ressaltar que o confisco foi feito de forma açodada por cinco pessoas desqualificadas para os devidos fins, enquanto deveria ter sido efetivado pelos meios legais através de agentes públicos com devidas qualificações e prévia notificação.

Não foi apresentada nenhuma justificativa plausível para essa arbitrariedade, apenas perseguição política ao seu hoje adversário o líder Vereador Presidente da Câmara Sr. Nelson do Nanxim. Mas como não podia ser diferente, o povo rechaçou com veemência esse ato ardiloso.

Não adianta tentar intimidar o Nelson, lembrem-se que o Galego é nosso, pois o Sertanejo não “abera”.