SÓ QUEREMOS O QUE É NOSSO

Por Amilson de Lacerda/Especial para o Blog

Hoje, 26 de Maio de 2020, está fazendo um ano que nós, aprovados e classificados no concurso municipal da prefeitura de Tuntum no estado do Maranhão, depois de termos sacrificado muitas noites de sono estudando, termos nos distanciado  de nossas famílias mesmo estando na mesma residência e após sentarmos nas cadeiras desconfortáveis nas escolas onde prestamos a prova, ainda ansiamos assumirmos nossos cargos que conquistamos de forma justa, auxiliados primeiramente por Deus e com o esforço e dedicação de cada um. Neste aniversário, a não convocação é o que estamos recebendo como presente pelas mãos cruéis do prefeito Tema.

A crueldade e a falta de compromisso com a dignidade da pessoa humana, por parte do gestor municipal na figura do Sr Cleomar Tema que pensa somente em se manter no trono, através dos mais bárbaros crimes, ferindo assim os princípios da administração pública contidos na constituição federal de 1988, em especial, o princípio da impessoalidade faz com que fiquemos presos a seus anseios e caprichos.

Segundo o princípio citado, o gestor público não pode favorecer nem deixar de favorecer a alguém por questões pessoais e é justamente o que vem fazendo, ou seja, pelo que já foi apurado, o prefeito está querendo manter os contratos e funcionários fantasmas como moeda de troca de votos enquanto nós temos que esperarmos pela sua boa vontade de cumprir com a lei, a qual tem muita facilidade em infringir-la.

O mesmo dinheiro que está sendo usado para manter contratos onde muitos somente recebem sem prestar serviço daria para pagar aos novos concursados e ainda sobraria para investir na qualidade de vida da população do município, no entanto, ficamos angustiados pelo desrespeito cometido por alguém que foi eleito para garantir o bem-está do povo, porém viola a lei visando apenas benefícios próprios e dá vida a uma pequena parte privilegiada da população, enquanto a grande maioria sofre e fica perdida como um barco sem rumo no mar da desumanidade.

Só queremos que a justiça seja feita de acordo com lei e nada a mais que isso. Se este gestor tivesse compromisso com o povo, não precisaríamos estar passando por esse angustiante impasse para termos em mãos algo que já conquistamos seguindo todos os critérios da legislação.

Quando a dor do meu irmão também doer em mim, e o homem trocar o eu pelo nós, ultrapassaremos a fronteira do individualismo e ingressaremos no território da solidariedade.